VERGONHA!!!!! em Barão Geraldo


Barão Geraldo não tem tratamento de esgoto, o trânsito é indescritível, os riachos que servem de irrigação estão mortos e poluídos, a infraestrutura é precária. 
Os anseios das Associações de bairros não são levados em conta. Nas reuniões, no lugar de melhorias nos bairros, discute-se aspectos legais e como entrar com ações judiciais contra a Câmara Municipal de Campinas para tentar salvar Barão Geraldo da especulação imobiliária e agravamento da situação.
Órgãos como o Comdema, que foram criados para conter e disciplinar estas aberrações, não são respeitados. Os pareceres do Comdema precisam ir à justiça e nem assim são cumpridos.

A Justiça paralisou, pela 8ª vez, no dia 20/09/2004, alterações no zoneamento que vinham sendo tentadas por parte dos vereadores desde o ano passado. Também determinou que seja aberto um processo criminal contra o presidente da Câmara, Carlos Francisco Signorelli (PT), por desobediência a ordem judicial.

Barão Geraldo está tendo um crescimento populacional superior ao dobro do crescimento de Campinas, é possível prever o que acontecerá dentro de alguns anos. Brevemente serão necessários pontes, viadutos e "minhocões" no distrito. É claro que aparecerão políticos que farão obra$ faraônica$ para resolver o problema (deles). É o Brasil político ou politicagem à brasileira. Uma casa encostada na outra, sem jardins, sem lazer, esgoto sem tratamento nos rios e lagos mais próximo, tudo espremido, sujo, poluído e deprimente, mas o lucro é maior para alguns e a miséria benéfica para outros. Planejamento bem feito, como o Plano de Gestão Urbana de Barão Geraldo é ignorado por alguns e notoriamente desprezado por outros. Se um político faz planejamento que beneficia a população, o político seguinte não dá continuidade, este fato é bem conhecido.

Os loteamentos são regulados por rígidas leis, muito bem elaboradas, uma verdadeira obra de arte jurídica, só que não funciona, não são respeitadas, o tempo passa e os bairros continuam irregulares. Em Campinas, mais de 1/3 da população vive em locais irregulares, aí vem o político para resolver a situação em troca de votos e assim vai ano após ano, eleições após eleições.

Leis, segundo alguns, existem até demais, esperamos que os novos políticos eleitos as respeitem.
Depois de muito tempo, Barão Geraldo consegui eleger dois moradores para a Câmara de Vereadores, um do PSDB e outro do PT. Agora teremos representatividade, vamos aguardar o início dos novos mandatos e continuar de olho no final deste.

Barão em Foco
novembro 2004

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Correio Popular - Caderno Eleições 2004 22/09/2004
Raquel Lima/Agência Anhangüera rlima@rac.com.br

A campanha de ambientalistas e alguns representantes do Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Comdema) contra os 16 vereadores que votaram favoráveis ao projeto de lei que ampliou a área urbana de Campinas ganhou espaço na noite de segunda-feira durante o debate entre os “prefeituráveis” de Campinas. A lei de ampliação foi sancionada pela prefeita Izalene Tiene (PT) segunda-feira.

Um panfleto distribuído pela Associação dos Moradores e Amigos do Guará (AMA) dizia: “Não vote nos candidatos que não têm compromisso com o seu voto e o futuro sustentável de Campinas”. O documento completa: “Eles (os vereadores) aprovam projetos de leis contrários aos interesses da população, como mudanças no zoneamento e no perímetro urbano, sem respeitar a comunidade e os pareceres técnicos de conselhos da cidade”.

Na expansão urbana permitida pela lei fica autorizada a instalação de loteamentos de alto padrão em vários bairros como Chácaras Gramado, Barão Geraldo e na região do Campo Grande. No parecer do Comdema, os conselheiros afirmam que há ilegalidades e outros problemas de ordem técnica. Os vereadores citados pelos ambientalistas são: 

Ângelo Barreto (PT), 
Antonio Flôres (PSDB), 
Aurélio Cláudio (PDT), 
Carlos Signorelli (PT), 
Cid Ferreira (PMDB), 
Teresinha de Carvalho (PMDB), 
Gilberto Rodrigues (PT), 
Jota Silva (PMDB), 
Luiz Righetti (PSDB), 
Maria José da Cunha (PT), 
Luiz Franco (PL), 
Paulo Bufalo (PT), 
Paulo Oya (PSB), 
Pedro Serafim (PSDB), 
Sebastião dos Santos (PMDB)
Sérgio Benassi (PCdoB)

 

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