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O Riozinho que passava ao lado
do Tilli Center em Barão Geraldo
quando o centro comercial foi construído

Naquela época, durante a construção do
Tilli Center, não havia ponte sobre a Av. Atílio Martini, as águas do
riozinho passavam por uma tubulação de 90 cm sob a avenida.
Adendo feito em 2011:
Esta tubulação ainda pode ser vista sob a ponte ao lado do Tilli Center.
Este centro comercial foi construído em 1988, nesta época a lei determinava preservação de apenas
5 metros das margens dos ribeirões (Lei
4771 de
1965). A lei atual exige preservação de 30 metros das margens (lei
7.803/89).
O Barão em Foco mediu a
distância entre esta tubulação ainda existente sob a ponte e a margem construída
pelo centro comercial. A margem construída pelo centro comercial está
distante da borda da tubulação em 5 metros, conforme a lei determinava
na época em que ali foi construído o estacionamento do centro comercial.
Nesta época o Ribeirão das Pedras tinha apenas 1 metro de largura.
Já do outro lado da ponte, as construções
de moradias foram realizadas depois da julho de 1989, então deveriam
respeitar a lei dos 30 metros. Porém, não respeitaram nem os 5 metros
da lei antiga citada acima. Para conferir é só olhar da ponte e ver a
antiga tubulação de 90 cm e sua distância das duas margens. Do outro lado da
avenida Atílio Martini, o Mcdonalds e residências, foram construídas
depois de 1989 e a
distância de 30 metros foi respeitada. No entanto, neste mesmo local, do
outro lado do Ribeirão das Pedras, residências particulares não respeitaram nem a
lei antiga, dos 5 metros e foram construídas até dentro do ribeirão, as
águas batem nos alicerces de algumas casas.
Dentre estas construções o Barão em Foco apurou que uma delas
foi construída por um juiz de direito de Campinas.
Estas irregularidades ainda são visíveis,
constatáveis e mensuráveis. Estão lá.
Nas imediações do Tilli Center, de todas as construções nas margens do
ribeirão, as únicas construções que seguiram as leis, respectivamente
dos 5 e 30 metros, foram as
construções do Tilli Center, McDonalds e residências ao lado da
Floricultura Campineira.
Apesar disto a AMOC promoveu, em 2010, uma manifestação
contra o Tilli Center com a agitação do carro com auto-falantes do
sindicato dos bancários, reclamando erroneamente dos 30 metros que
consta na lei atual. Deveria ter promovido movimento contra as
moradias do outro lado do ribeirão e contra as residências que estão até
dentro do ribeirão, inclusive a casa do referido juiz, estas sim, foram
construídas ilegalmente não respeitando os 5 metros.
Alfredo Moro
Morelli
redator do Barão em foco |