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| . INVENTÁRIO DE BARÃO GERALDO
Relatório da pesquisa do Inventário, referente à disciplina Pesquisa de Campo, apresentada como
exigência parcial para aprovação do 3° e 4º semestres do Curso de
Turismo da Universidade Paulista – UNIP, sob a
orientação da Profª Climene C. Forster Lazzarini.
Campinas - 2006 |
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HISTÓRICO
Nome do sub-distritoO nome do distrito de Barão Geraldo é uma homenagem ao antigo Barão do Café que era proprietário de uma grande fazenda situada no local, antes de ser urbanizado. Na época da fundação de Campinas, em 1799, foram instalados entre o Ribeirão Quilombo e a Estrada de Goiás (atual Rodovia Adhemar Pereira de Barros – SP 340) diversos engenhos de propriedade do Brigadeiro Luiz Antônio de Souza, nas sesmarias obtidas por sua família. Parte de uma destas sesmarias, que depois viria a ser conhecida como Fazenda Santa Genebra, foi adquirida em 1850 pela família do Marques de Valença, e posteriormente herdada por seu filho mais novo, Geraldo Maria Ribeiro de Souza Rezende, que se instalou no local em 1876. A fazenda, anteriormente destinada à cultura da cana, teve sua primeira plantação de café em 1852 e por volta de 1900 já estava completamente transformada com esta finalidade. Geraldo de Rezende, Barão a partir de 1889, casou-se com Maria Amélia, filha do conselheiro e desembargador Albino José Barbosa de Oliveira, proprietário de outra enorme gleba de terras, posteriormente conhecida como Fazenda Rio das Pedras. Ele alforriou os escravos e empregou em suas terras os primeiros imigrantes alemães, dando início à transição da escravidão para a mão de obra imigrante na região. A inauguração, em 18 de Setembro de 1899, da Estrada de Ferro Funilense, financiada pelo Barão Geraldo de Rezende e construída para ligar Campinas ao Núcleo Colonial Campos Salles, atual Cosmópolis, foi um importante marco na história da região, pois a partir daí iniciou-se o Núcleo Fundador do Bairro, que ficou conhecido como Barão Geraldo. Ao lado da estação da Funilense foi construída a capela de Santa Izabel, onde hoje funciona a agência do Banco Santander Banespa, e instalada uma “venda” para atender às famílias que trabalhavam nas fazendas. Algumas famílias de colonos instalaram-se no local conhecido como Xadrez, onde hoje é a Vila Santa Izabel. Com o aumento populacional, este local passou a ser chamado de Colônia do Xadrez. A partir de 1900 começa a transformação do status dos lavradores de meeiros ou parceiros para o de pequenos proprietários, e da monocultura de café para a policultura e o fortalecimento do pequeno comércio. O poder político passa para as mãos de lideranças como a de José Pedro de Oliveira, que em 1918 assume, juntamente com a esposa Jandyra, a Fazenda Santa Genebra. Ainda na década de 20, Albino José Barbosa de Oliveira assume a Fazenda Rio das Pedras. O início da urbanização data da década de 40, com a instalação da Empresa Rhodia na Fazenda São Francisco e o loteamento do Sítio de Agostinho Páttaro. A industrialização leva a novos loteamentos e o casamento entre antigos moradores, lavradores, e os novos, de vocação urbano-industrial. Em 30 de Setembro de 1953, graças ao trabalho da Comissão Representativa de Cidadãos, Barão Geraldo é elevado à categoria de Distrito, através de decreto-lei assinado pelo então governador do Estado de São Paulo, Lucas Nogueira Garcês. A partir de 1966, com a inauguração da UNICAMP, ocorre um intenso processo de parcelamento de solo para fins urbanos e uma grande diversificação dos moradores de Barão. No mesmo ano se dá entrada na Assembléia Legislativa o primeiro pedido oficial de Emancipação. Outros 20 pedidos semelhantes apareceriam. Atualmente, com cerca de 67 quilômetros quadrados de área, o distrito reúne pequenas hortas e chácaras, grandes propriedades com cultura de açúcar, a maior mata em área urbana de Campinas (Mata Santa Genebra), grandes centros tecnológicos, universidades, hospitais e uma imagem de periferia nobre, onde ainda se encontra o sossego e a proximidade com a natureza, tão ambicionada nas grandes cidades.
Histórico de Barão GeraldoBarão Geraldo é um dos quatro distritos pertencentes à Campinas, SP. O nome do distrito é uma homenagem ao antigo barão do café que era proprietário de uma grande fazenda situada no local, antes dele ser urbanizado. Na época da fundação de Campinas, em 1.799, foram instalados, entre o Ribeirão Quilombo e a Estrada de Goiás (atual Rodovia Campinas Mogi Mirim) diversos engenhos de propriedade do Brigadeiro Luiz Antônio de Souza, nas sesmarias obtidas por sua família. Parte de uma destas sesmarias, que depois viria a ser conhecida como Fazenda Santa Genebra, foi adquirida em 1.850 pela família do Marques de Valença, e posteriormente herdada por seu filho mais novo, Geraldo Maria Ribeiro de Souza Rezende, que se instalou no local em 1.876. A fazenda, anteriormente destinada à cultura da cana, teve sua primeira plantação de café em 1.852 e lá por 1.900 já estava completamente transformada para este plantio. Geraldo de Rezende, Barão a partir de 1.889, casou-se com Maria Amélia, filha do conselheiro e desembargador Albino José Barbosa de Oliveira, proprietário de outra enorme gleba de terras, posteriormente conhecida como Fazenda Rio das Pedras. Ele alforriou os escravos e empregou em suas terras os primeiros imigrantes alemães, dando início à transição da escravidão para a mão de obra imigrante na região. A inauguração , em 18 de setembro de 1899, da Estrada de Ferro Funilense, financiada pelo Barão Geraldo de Rezende e construída para ligar Campinas ao Núcleo Colonial Campos Salles, atual Cosmópolis, foi um marco importante, pois aí se deu início ao núcleo fundador do bairro que ficou conhecido como Barão Geraldo. Ao lado da estação da Funilense foi construída a capela de Santa Izabel (onde hoje funciona a agência do Banco Banespa) e instalada uma “venda” para atender às famílias que trabalhavam nas fazendas. Algumas famílias de colonos instalaram-se em local então conhecido como Xadrez, onde é hoje a Vila Santa Izabel. Com o aumento populacional este local passou a ser chamado de Colônia do Xadrez. A partir de 1900 começa a transformação do status dos lavradores de meeiros ou parceiros para o de pequenos proprietários, e da monocultura de café para a policultura e o fortalecimento do pequeno comércio. O poder político passa para as mãos de lideranças como a de José Pedro de Oliveira, que em 1.918 assume, com a esposa Jandyra, a Fazenda Santa Genebra. Ainda na década de 20, Albino José Barbosa de Oliveira assume a Fazenda Rio das Pedras. O início da urbanização data da década de 40 com a instalação da Rhodia na Fazenda São Francisco e o loteamento do sítio de Agostinho Páttaro. A industrialização leva a novos loteamentos e o casamento entre os moradores antigos, lavradores, e os novos, de vocação urbano-industrial. Em 30 de setembro de 1.953, graças ao trabalho da Comissão Representativa de Cidadãos, Barão Geraldo é elevado à categoria de Distrito, através de decreto-lei assinado pelo Governador Estadual Lucas Nogueira Garcês. A partir de 1.966, com a inauguração da UNICAMP, ocorre um intenso processo de parcelamento de solo para fins urbanos e uma grande diversificação dos moradores de Barão. No mesmo ano dá entrada na Assembléia Legislativa o primeiro pedido oficial de emancipação. Outros 20 pedidos semelhantes apareceriam. Hoje, com cerca de 67 quilômetros quadrados de área, o distrito reúne pequenas hortas e chácaras, grandes propriedades com cultura de açúcar, a maior mata em área urbana de Campinas (Mata Santa Genebra), famoso centro tecnológico, sedando importantes instituições públicas e privadas, como Unicamp, Puccamp, Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), Laboratório Nacional de Luz Sícroton (LNLS), além de importantes centros hospitalares como o Hospital das Clínicas e o Centro Boldrini, referência , mundial no tratamento do câncer infantil, e uma imagem de periferia nobre, onde ainda se encontra o sossego e a proximidade com a natureza, tão ambicionada nas grandes cidades. Aberto o caminho dos Goiases, na década de 1721-1730, instalou-se, logo a seguir, entre Jundiaí e Mogi-Mirim, um pouso para descanso dos tropeiros que rumavam para ou retornavam de Goiás e Cuiabá. Este pouso ficou conhecido como “Campinas de Mato Grosso”, em razão da existência de três campinhos em meio à densa mata. O povoamento da região de Campinas deu-se à partir de 1739, com a chegada de Barreto Leme, que fundou um povoado rural. Em 27 de Maio de 1774, o governador da Capitania de São Paulo, Morgado Mateus, outorga a Barreto Leme o título de “Fundador, Administrador e Diretor” do núcleo urbano a ser fundado. À 14 de Julho de 1774, Frei Antônio de Pádua rezou uma missa numa capela provisória, marco da instalação da Freguesia de Nossa Senhora da Conceição, fundando-se assim a povoação. O distrito de Conceição de Campinas foi criado pela Portaria de 27 de Maio de 1775 e, em 1797, este foi elevado à Vila, com o nome de São Carlos. Em 1842, uma lei elevou a Vila de São Carlos à categoria de cidade, dando-lhe a deniminação de Campinas. A partir da segunda metade do século XIX, o município começa a adquirir sua identidade sócio-econômica, processando-se com o desenvolvimento da indústria açucareira, seguido da cultura do café. O acúmulo do capital gerado pela agricultura vai desenvolver o setor terciário, criando toda uma infra-estrutura capaz de organizar o crescimento industrial da região. O município de Campinas é composto atualmente pleos distritos de Barão Geraldo, Souzas e Joaquim Egídio.
Brasão
Fonte: www.baraoonline.com.br Figura 05: Brasão do Distrito de Barão Geraldo
Brasão de Armas: Escudo esquartelado, no primeiro e quarto, as armas de Damião Dias Ribeiro – em campo azul, um leopardo de prata, passante e um chefe de ouro, carregando três estrelas de goles. No segundo, as armas dos Souzas, que são esquarteladas com as quinas de Portugal, e as de leão. No terceiro, as armas dos Rezendes, em campo de ouro, duas cabras de preto gotadas de ouro, e por diferença uma brica azul com uma flor de ouro. Timbre: o dos Ribeiros, o leopardo de armas, com uma estrela de goles na espada. Brasão passado em 27 de Junho de 1870. Reg. no Cartório da Nobreza, Liv. VI fls. 108.
Desenvolvimento no localA Fazenda Santa Genebra, originalmente denominada Nossa Senhora do Carmo do Morro Alto, foi doada em 1799 pelo Conselho Ultramarino, para a família do Brigadeiro Luiz Antônio de Souza Queiroz, herdada por seu filho, Francisco Inácio de Souza Queiroz e que, por sua morte, coube às filhas Genebra Miquelina e Isabel Augusta. Genebra Miquelina casou-se com Luiz de Souza Rezende, filho dos marqueses de Valença. Com a morte de Genebra Miquelina, o seu sogro adquiriou o imóvel e seu filho, Geraldo Ribeiro de Souza Rezende herdou a fazenda e dedicou-se a ela. Em 1889, à Fazenda Santa Genebra pertencia uma área de 1250 alqueires de terra, englobando além de sua área atual, os bairros de Santa Genebra, Costa e Silva, parte de Vila Nova, Amarais e Ceasa. A Fazenda Rio das Pedras era de propriedade do conselheiro Albino José Barbosa de Oliveira, desembargador pelo Rio de Janeiro. O casarão, sede da fazenda, foi construído pelo desembargador para sua neta, Camila Barbosa de Oliveira. Suas terras compreendiam parte do atual. |