Facilitadora:
ELISETE ZANLORENZI
Sobre
as Constelações Familiares:
Criadas
pelo filósofo e psicoterapeuta alemão Bert Hellinger,
as Constelações Familiares constituem uma abordagem
terapêutica e de auto-conhecimento, fundamentada no
princípio de que pertencemos a diferentes sistemas
de relações, sendo a família a estrutura básica. Sob
a ótica das Constelações, o “eu” integra uma força
sistêmica maior, daí a dificuldade em resolvermos
certas questões quando buscadas apenas dentro de
nós. Essa abordagem possibilita olhar para os
vínculos e forças que atuam no sistema familiar,
que, ao emergirem, são capazes de conduzir a
transformações profundas e definitivas nos
emaranhamentos pessoais e sistêmicos, pois atuam nos
desbloqueios e na reintegração dos fluxos de amor
entre as pessoas. Numa constelação, entramos em
contato com os níveis mais profundos das dinâmicas
sistêmicas, de onde emergem os movimentos em direção
à elucidação das forças que atuam em nossas vidas e
aos caminhos que conduzem à paz e ao amor que cura.
Baseado em diferentes linhas de terapia familiar,
Hellinger descobriu a existência de uma consciência
grupal, que enreda os membros de uma família, por
meio de princípios denominados “ordens do amor”. As
ordens do amor são forças dinâmicas e articuladas,
que, em nível grupal e individual, atuam de forma
inconsciente e podem desencadear, limitações,
bloqueios e dificuldades em diversas áreas e esferas
da vida, atravessando várias gerações. As
Constelações são aplicadas hoje no âmbito
organizacional, inclusive na área educacional, sob
os mesmos princípios das ordens do amor. Como a
vida opera de forma sistêmica, inúmeros temas podem
ser trabalhados pelas Constelações, tanto no âmbito
pessoal (relacionamentos, saúde, trabalho, escolha
profissional, negócios, bloqueios, tomadas de
decisões, etc) – quanto em sistemas organizacionais.
“Constelar” significa levar um tema/questão
para ser trabalhado, por meio do seguinte
procedimento: dentre os participantes, são
escolhidas pessoas para representarem os papéis
envolvidos no tema a ser constelado (pai, mãe,
filhos, irmãos, etc.). Os representantes, numa
postura de entrega à energia do sistema do cliente –
o campo morfogenético – captam sentimentos,
pensamentos, posturas corporais, gestos que indicam
onde se localizam os bloqueios dos fluxos de amor
naquele sistema. O papel do constelador consiste em,
a partir desses fenômenos, fazer intervenções que
redirecionem as tensões e conflitos a um campo de
reconhecimento dos vínculos de amor entre as
pessoas, expressos, muitas vezes, pelo avesso, em
forma de doenças, bloqueios, limitações,
inseguranças e outras dificuldades.