Facilitadora:
ELISETE ZANLORENZI
Formação em Constelações
Familiares pelo Instituto de
Filosofia Prática (Peter
Spelter/ Alemanha). Tem
participado do treinamento
avançado para certificação
internacional que
Hellinger está desenvolvendo no
Brasil. Treinamento com Marianne
Franke-Gricksch em Constelações
para a área educacional e com
Hellinger para a área
organizacional. Doutora em
Antropologia (USP), com 22 anos
de docência universitária.
Terapeuta Floral. Especialização
em Psicoterapia Analítica de
Grupo (Unicamp) e Psicologia
Transpessoal (Alubrat).
Sobre as Constelações Familiares:
Criadas pelo filósofo e
psicoterapeuta alemão Bert
Hellinger, as Constelações
Familiares constituem uma
abordagem terapêutica e de
auto-conhecimento, fundamentada
no princípio de que pertencemos
a diferentes sistemas de
relações, sendo a família a
estrutura básica. Sob a ótica
das Constelações, o “eu” integra
uma força sistêmica maior, daí a
dificuldade em resolvermos
certas questões quando buscadas
apenas dentro de nós. Essa
abordagem possibilita olhar para
os vínculos e forças que atuam
no sistema familiar, que, ao
emergirem, são capazes de
conduzir a transformações
profundas e definitivas nos
emaranhamentos pessoais e
sistêmicos, pois atuam nos
desbloqueios e na reintegração
dos fluxos de amor entre as
pessoas. Numa constelação,
entramos em contato com os
níveis mais profundos das
dinâmicas sistêmicas, de onde
emergem os movimentos em direção
à elucidação das forças que
atuam em nossas vidas e aos
caminhos que conduzem à paz e ao
amor que cura. Baseado em
diferentes linhas de terapia
familiar, Hellinger descobriu a
existência de uma consciência
grupal, que enreda os membros de
uma família, por meio de
princípios denominados “ordens
do amor”. As ordens do amor são
forças dinâmicas e articuladas,
que, em nível grupal e
individual, atuam de forma
inconsciente e podem
desencadear, limitações,
bloqueios e dificuldades em
diversas áreas e esferas da
vida, atravessando várias
gerações. As Constelações são
aplicadas hoje no âmbito
organizacional, inclusive na
área educacional, sob os mesmos
princípios das ordens do amor.
Como a vida opera de forma
sistêmica, inúmeros temas podem
ser trabalhados pelas
Constelações, tanto no âmbito
pessoal (relacionamentos, saúde,
trabalho, escolha profissional,
negócios, bloqueios, tomadas de
decisões, etc) – quanto em
sistemas organizacionais.
“Constelar” significa
levar um tema/questão para ser
trabalhado, por meio do seguinte
procedimento: dentre os
participantes, são escolhidas
pessoas para representarem os
papéis envolvidos no tema a ser
constelado (pai, mãe, filhos,
irmãos, etc.). Os
representantes, numa postura de
entrega à energia do sistema do
cliente – o campo morfogenético
– captam sentimentos,
pensamentos, posturas corporais,
gestos que indicam onde se
localizam os bloqueios dos
fluxos de amor naquele sistema.
O papel do constelador consiste
em, a partir desses fenômenos,
fazer intervenções que
redirecionem as tensões e
conflitos a um campo de
reconhecimento dos vínculos de
amor entre as pessoas,
expressos, muitas vezes, pelo
avesso, em forma de doenças,
bloqueios, limitações,
inseguranças e outras
dificuldades.