À medida que aumenta
a desorganização urbana, mais e mais nos deparamos com animais
vagando cansados, doentes e famintos pelas ruas da cidade, vítimas do
que se convencionou chamar "posse irresponsável". A
despeito do esforço de muita gente que tenta ajudar e de grupos
organizados, que de igual forma, procuram alternativas para este sério
problema, é imprescindível que a sociedade civil e o poder público
deixem de fazer de conta que essa questão não lhes diz respeito. É
sim responsabilidade de todos, e antes que alguém apressadamente
sugira que a solução do problema da superpopulação é o sacrifício
puro e simples do animal, gostaria de sugerir uma prática preventiva,
hoje já razoavelmente acessível, conhecida por castração, aliás
utilizada com muito sucesso em outras cidades do país. Existem
instituições em Campinas que vêem defendendo essa bandeira e,
acredito que embora premida por questões urgentes e prioritárias,
seria interessante que a Prefeitura abrisse um espaço em sua agenda
para ouvir o que esses grupos organizados estão sugerindo em termos
de controle populacional de animais. As propostas são exeqüíveis do
ponto de vista financeiro, contam com apoio de uma grande parcela
população que se incomoda por razões diversas com o número
crescente de bichos soltos pelas ruas e e em última análise, se
constituem em manifestações de respeito e de cidadania.
Aliás, cidadania se
traduz por um conjunto de ações em busca do bem comum e acredito que
respeitar o animal está incluído no meio delas. Vamos prevenir agora
para não ter que matar depois.