Ideologias
políticas e
legalidade das faixas marginais do Ribeirão das Pedras
Muitos acharam ótima a passeata de protesto em junho deste ano,
na ponte ao lado da Escola Rio Branco, reclamando do muro
recém construído. Uma enchente do Ribeirão das Pedras, em
janeiro, derrubou o muro antigo. A passeata pretendia que a
escola derrubasse o muro e formasse 30 metros de matas em
suas margens para atender a lei 7803 de 1989. Na passeata
escutei xingamentos ao "poder econômico" da escola. Não ouvi
ninguém criticar a Prefeitura, que aprovou os loteamentos
causadores das enxurradas que derrubou o muro antigo,
colocando os alunos e o
patrimônio e
da escola em risco. Nitidamente foi uma passeata política.
Meus filhos entraram na Escola Rio Branco em 1979, dez anos antes
da
LEI N° 7.803 de 18 de julho de
1989 e já existia um muro próximo ao ribeirão.
Este muro servia como limite para as crianças e não proteção
contra o ribeirão. Lembro-me de que aquele muro estava
distante uns 15 metros do ribeirão que, na época, era apenas
um filete de água no meio de plantas. De lá para cá, devido
às liberações das construções e consequente vedação do solo,
as enxurradas abriram uma valeta que chega a ter 25 metros
de largura ao lado da Escola. Agora o novo muro foi
construído para resolver um problema sério de segurança. Se
as liberações de construções pela prefeitura continuarem,
será necessário construir um muro mais alto.
Veja o vídeo de enchente do ribeirão.
Os
contestadores precisam se inteirar das leis para contestar o errado e ajudar a
construir o certo. Eu gostaria de participar de uma passeata
contra o Centro Boldrini, que construiu um estacionamento em
cima de uma linda nascente muito depois da lei 7.803 entrar
em vigor. Por que a passeata não passou por lá, que fez fora
da lei, e passou pela Escola Rio Branco que fez certo dentro
da lei antiga e por motivo de segurança? E as casas
construídas no limite do ribeirão? Não respeitaram nem a lei
antiga dos 5 metros e a Prefeitura aprovou. Por que não
houve passeata para esta ilegalidade? Cadê a passeata contra
a Sanasa que derrubou árvores centenárias na
Mata do
Quilombo, em processo de tombamento?
O mais correto seria uma passeata pedindo explicações ao Prefeito
e Subprefeito:
Qual é o limite de alagamento, causado pelas liberações das
construções, que a prefeitura considera viável que
suportemos?
Qual a vantagem ou que benefício a população de Barão
Geraldo vai ter com este prêmio de
melhor projeto ambiental do Brasil 2010 referente ao
Parque Linear Ribeirão das Pedras? A vantagem dos políticos
na mídia nacional foi indiscutível, mas e os baronenses?
Alguém acredita que a Prefeitura vai construir alguma coisa
neste ribeirão sujeito a enchentes que derrubam muros e
arrastam
carros?
Marguerita Izmiasreta
redatora do Barão em Foco
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