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PEDRO SOARES Mais empresas partiram para inovações tecnológicas no Brasil, mas a maior parte dos produtos lançados e dos novos processos introduzidos nas linhas de produção é, na verdade, de adaptações (ou cópias) de experiências já feitas por outras companhias. É o que revela a Pintec (Pesquisa Industrial de Inovação Tecnológica), divulgada ontem pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Pelos dados da pesquisa, o percentual de empresas que realizaram algum tipo de inovação subiu de 31,5% em 2000 para 33,3% em 2003. Das empresas que inovaram em 2003, apenas 2,7% lançaram produtos genuinamente novos para o mercado nacional, e só 1,2% delas passaram a utilizar processos produtivos nunca antes testados. Já 18,1% das firmas inovaram ao criar itens inéditos em suas linhas, mas que não eram novidades no mercado - o percentual era menor (14,4%) em2000. Segundo Máriana Rebouças, economista da Coordenação de Indústria do IBGE responsável pela pesquisa, mesmo sem serem propriamente novos, esses itens demandam investimentos em pesquisa e desenvolvimento, o que é positivo para a economia. Os dados mostram, segundo ela, que houve uma disseminação na iniciativa inovadora das empresas, até mesmo com as pequenas firmas partindo para investir em tecnologia, ainda que por meio de mutações. A inovação entrou na agenda de um número maior de empresas , disse a economista do IBGE. Até mesmo companhias de setores tradicionais da economia e menos voltados a tecnologia, como alimentos e vestuário, criaram produtos novos em seus portfólios e processos de produção ainda não usados por elas. Um exemplo é o «dry fit» (tecido de roupas esporfivas), que foi lançado por uma multinacional e, depois, várias confecções criaram similares. Rebouças destaca ainda que o número de empresas inovadoras aumentou, apesar de 2003 ter sido um ano de baixo crescimento econômico (0,5%) e juros elevados. Em 2000,0 cenário era mais favorável, com expansão de 4,4% do PIB e uma política monetária menos restritiva. A crise econômica de 2003, porém, foi responsável pela redução dos investimentos em tecnologia, aquisição de máquinas e pesquisa e desenvolvimento. O percentual médio do faturamento das empresas destinado à inovação caiu de 3,8% em 2000 para 2,5% em 2003 - percentual de gasto, no entanto, maior do que o da Espanha (1,5%) e da Itália (2,3%) naquele ano. A maior parte da verba vai para a aquisiçâo de máquinas. Maior pólo industrial do pais, São Paulo concentrou 33% das empresas inovadoras do país e um percentual ainda maior -52%- dos gastos com inovação. No topo dos ramos mais inovadores, está o de máquinas para escritório e equipamentos de informática -71,2% das empresas apresentaram inovações em 2003. Folha de SP - 25/06/2005 IBM transfere empregos para a Índia
A empresa de tecnologia americana IBM vai contratar cerca de 14 mil funcionários na índia, ao mesmo tempo em que realiza cortes de 13 mil empregos nos Estados Unidos e na Europa, de acordo com um documento interno da empresa obtido pelo jornal NewYork limes. A IBM havia anunciado no mês passado que eliminaria de 10 mil a 13 mil empregos, cerca de um quarto deles nos EUA. O documento que fala sobre as contratações na índia foi entregue por um funcionário da IBM ao grupo WashTech que reúne trabalhadores em tecnologia. A IBM não quis comentar as contratações e disse que muitos documentos, projeções e tabelas são produzidos na companhia. Os números da IBM são mais um exemplo da crescente globalização do trabalho e da transferência de emprego e de alta qualificação para países onde os salários são baixos -caso da Índia. Folha de São Paulo - 25/06/2005
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