02 de setembro de
2011
O Santander mentiu
na apresentação aos moradores de Barão Geraldo
O Banco Santander,
banco espanhol há poucos anos no Brasil, aprendeu
rápido como é a política tupiniquim: pode prometer e
mentir à vontade.
A impunidade reinante no país permite este tipo de
enganação, que é generalizada.
Foi o caso do
Sr. Pedro Ricardo Gloeden Fogolin (fotos abaixo) -
Projetos Especiais e Patrimônio do Grupo Santander,
que fez duas apresentações no distrito sobre a
construção do Data Center no Distrito. Mostrou belos
slides e sensibilizou os moradores apresentando
metas de segurança durante e depois da construção.
Afirmou categoricamente e várias vezes "o
esquema de segurança durante e depois da construção,
quando a empresa estiver em funcionamento, será em
conjunto com a ProBairro".
Os moradores gostaram, tinham acabado de passar pela
experiência da mega construção do Centro de
Radioterapia do Boldrini, ocasião em que os assaltos
na região aumentaram consideravelmente, mas agora,
nesta outra mega construção, a segurança seria em
parceria com a ProBairro e discutida com os
moradores.
Infelizmente não foi assim que aconteceu,
neste
início da construção do Data Center, só na Cidade Universitária são
dezenas de residências alugadas para alojamento dos
funcionários. Os vizinhos estão apavorados, o número de
furtos já aumentou e o assunto é constante entre os
moradores e nas reuniões do Conseg.
A proximidade deste pessoal de fora, permite aos mal intencionados,
que se misturam com os bons funcionários, acompanhar os hábitos de
entrada e saída dos moradores, facilitando os
furtos.
O
Capitão Augusto, preventivamente, já visitou vários
alojamentos e o Delegado Dr. Carlos Fernandes,
especialista em investigação, está fazendo o
possível, mas a situação tende a fugir do controle
com o aumento do número destes alojamentos ao lados das
residências familiares.
Legalmente e a curto prazo os moradores não têm como
proibir esta invasão. O aconselhável é tomar medidas
de segurança mais rígidas para proteger a família e chamar o
representante do banco para
cumprir as metas apresentadas. Outra atitude é escrever cartas
e e-mails à direção do Santander informando que
deveriam ter um comportamento mais educado e correto
com os moradores de Barão Geraldo.
Como sempre, ilegalidade sem punição, nem mesmo
inspeção:
O Santander deveria construir um alojamento para os
construtores. Este
alojamento deveria ser
exemplar, com áreas de lazer, etc., afinal estamos
falando de um dos Bancos mais ricos do mundo, que
veio aqui ganhar dinheiro por que lá longe, no país
dele, a situação não está boa para bancos e a mão de
obra é muito mais cara que a nossa.
As autoridades não deveriam aceitar que aluguem
alojamentos de baixo custo pela proximidade da obra
em bairro familiar, nem contratar grande quantidade
de mão de obra barata, sem contrapartida
social/cultural.
Muito menos deveriam permitir o banco, ilegalmente, prejudicar
os
moradores do distrito com vizinhos que não são
famílias em uma região classificada como familiar
zona 3, exclusivamente familiar. Os alojamentos são
nitidamente comerciais, com característica de hotel.
Em Campinas, as leis são seguidas à
risca, surpreendentemente nos mínimos detalhes,
quando se trata de defesa dos políticos suspeitos de
corrupção, como no caso do prefeito, mas quando a
defesa é dos moradores da Cidade
Universitária, as leis de utilização do solo
são simplesmente ignoradas.
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Sr. Pedro Ricardo Gloeden
Fogolin do Projetos Especiais e Patrimônio
do Santander na palestra que
fez na ProBairro, encantou mentindo para os
moradores. |
Alfredo M. Morelli
Redator do Barão em Foco