23 de dezembro de 2011

Obra do Santander está assoreando a lagoa
do Parque Ecológico em Barão Geraldo


Na lagoa menor do Parque Ecológico de Barão Geraldo temos uma demonstração clara de uma das consequências da ausência de um plano de sustentabilidade na aprovação de construções em Barão Geraldo pela má administração da Prefeitura.
Por lei, a aprovação de uma construção de grande porte como a do Santander necessita de estudo de impacto ambiental, que foi ignorado pelos prefeitos. Agora, nesta época de chuvas, a terra removida e solta pela gigantesca construção, vai para a lagoa que fica abaixo das obras.

O fim normal destas arbitrariedades corriqueiras é que Prefeitura acaba gastando o dinheiro público para corrigi-las com tratores, dragas, etc., senão a lagoa desaparece e os rios e riachos se alargam mais ainda com as águas das chuvas, como ocorreu com o Ribeirão das Pedras. Tal foto ocorreu recentemente com a lagoa ao lado do Shopping D. Pedro, que tinha apenas uma fina camada de água devido assoreamento motivado pelos inúmeros loteamentos aprovados naquela região. A terra no fundo da lagoa precisou ser retirada.
Outro gasto público também ocorreu na Estrada da Rhodia região do Condomínio Barão do Café. Após a aprovação e habitação deste condomínio, a Prefeitura precisou construir pontes, jardins e passagens que deveriam ser de responsabilidade do loteador. Este tipo de desvio de dinheiro público para obras de responsabilidade dos construtores e loteadores precisa acabar.

O Vereador Valdir Terrazan já preparou processo jurídico para obrigar o Santander a fazer  limpeza da lagoa e não a prefeitura com dinheiro público. O processo será protocolado no início de janeiro.

Veja as fotos - clique para ampliar - vista do Centro Médico

Construção do Santander ao fundo O barro que a lagoa recebe é em
grande quantidade
   
O barro vai decantando e o volume
da água da lagoa diminui
Após as chuvas já aparecem os bancos
de terra devido ao assoreamento
   
Ao fundo podemos ver a terra vermelha
solta que as chuvas carregam para a lagoa
Vista do jardim do Centro Médico ao lado
da lagoa com as águas barrentas
   
A quantidade de barro que vem para
a lagoa é muito grande
Vista normal da água da lagoa maior do
Parque que também já está sendo assoreada
   

História:
A história do Santander no Brasil começou no ano 2000 com o leilão do Banespa:
O preço mínimo estabelecido pelo governo no leilão do Banespa foi de R$1,85 bilhões. O sindicato dos bancários contestava e queria que o lance mínivo fosse pelo menos R$2,5 bilhões. O Unibanco deu um lance de R$2,1 bilhões e o Bradesco R$1,86 bilhões. O Santander ofereceu R$7 bilhões mas não assumiria as causas trabalhistas do banco estatal.
Este fato deixou claro o valor da entidade e a situação sindicalista/trabalhista das empresas estatais no Brasil. Depois que estes números se tornaram públicos, muitas regalias deixaram de existir nas estatais. Quem quiser conferir as mudanças, é só perguntar para os funcionários do Banco do Brasil.
Com esta atitude, o Santander tornou-se um símbolo da transparência Brasil e passou a ser admirado por grande parte da população favorável às privatizações, ao mesmo tempo passou a ser odiado pelos sindicalistas e adeptos da estatização. Até hoje nota-se argumentações calorosas nas opiniões a favor ou contra qualquer atitude deste banco.

A construção do Santander fica ao lado da comunidade da ProBairro e Serp. Segundo os presidentes destas duas entidades, pelo menos 95% dos moradores destas duas comunidades gostaram e até mesmo viram com entusiasmo ter o Data Center do Santander como vizinhos. Acontece que a as obras, apesar de serem de responsabilidades do Santander, são realizadas por empresas terceirizadas contratadas pelo banco. Se, durante a construção realizada por estas empresas terceirizadas, há prejuízos à comunidade ou ao meio ambiente, não isenta o Santander das responsabilidades legais e contratuais, mas é difícil e estranho para uma entidade estrangeira, no caso o Santander, ter que fiscalizar empresas terceirizadas, que é o setor empregatício que mais cresce no Brasil e, em grande parte, com o intuito de driblar a legislação.
 

Alfredo Moro Morelli
Redator do Barão em Foco


 

 

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