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Conhecido
construtor de Barão Geraldo, que aluga para
repúblicas, já teve alvará negado em 2001,
em uma construção de 3 andares (só podiam 2)
em frente do Terminal de Ônibus na Rua Luiz
Vicentin. Um vereador de fora do distrito
conseguiu alterar o Plano de Gestão Urbana
de Barão Geraldo e legalizou a construção.
Foi o Vereador Ângelo Barreto (PT) com a
Lei 11.098 de 20 de dezembro de 2001.
Em 2008, o mesmo construtor iniciou outra
obra com 3 andares na rua Antonio Augusto de
Almeida (antiga 5), sem as janelas do 3º
andar e com muitos dormitórios. A comunidade
denunciou e a Prefeitura embargou a obra
(foto acima à esquerda), mas o construtor
não se intimidou, deixou passar alguns
meses, tirou as placas e continuou a obra.
Em 2009, a comunidade denunciou novamente e
a obra foi interditada (foto acima, no
meio). O Barão em Foco foi até a
Subprefeitura para saber o que estava
acontecendo e uma funcionária afirmou: -
"agora está interditado e o construtor vai demolir o 3º andar".
Pois bem, agora em 2011 a obra está pronta,
limpa e com movimento de pessoas (foto acima
à direita).
Barão Geraldo
precisa se livrar deste pessoal da
Subprefeitura, da Prefeitura, da Câmara e
coligados. Não se importam e não enxergam as
consequências das irregularidades que
permitem.
Atualmente estamos vivenciando uma onda de
estupros e contestações das estudantes,
muitas são moradoras das
centenas de construções irregulares e
repúblicas com mais de 5 dormitórios na
Cidade Universitária.
Na moradia
estudantil da Unicamp, em 2004, depois de
denúncias de estupros e o assassinato do
estudante Bruno Carvalho de Sousa, a Unicamp
implantou, no local, rondas contínuas e a
identificação de visitantes. A moradia
possui 257 apartamentos com 1.200 estudantes
e conta com 27 profissionais prestando
serviços de segurança no local, agora
seguro.
Na Cidade Universitária tem muito mais que
1.200 estudantes nas repúblicas e
construções irregulares e ninguém
protegendo. Que consequência podemos
esperar? A quantidade de moradias estudantis
é uma fração das residências de famílias,
mas a maioria das ocorrências policiais são
dos estudantes, prova contundente de hábitos
diferentes e da preferência dos marginais.
As festas até altas horas no Ginásio da
Unicamp foram encerradas após outro
assassinato. Depois disto a Unicamp se
protegeu cercando o campus e agora colocou
dezenas de câmeras. E para proteger seus
alunos fora do campus, não vai fazer nada,
nem apresentar um projeto?
É compreensível que os estudantes não entendam
a origem do problema e não culpem a falta de
planejamento geral nem a administração
municipal por esta insegurança, mas o Poder
Público e os técnicos do Departamento de
Urbanismo com certeza entendem e continuam
permitindo as irregularidades. Quantas
estudantes estupradas e assassinatos serão
necessários para as autoridades proibirem as construções
irregularidades que incrementam a
insegurança no distrito?
Nas poucas reuniões do Conseg que estive
presente, por duas vezes ouvi um vereador
coligado ao prefeito divulgar uma lei de sua
autoria e que a Prefeitura iria implantar
câmeras de segurança no distrito. Só que até
agora não implantaram nenhuma. Com as eleições
em 2012 e memória política da população
limitada em três meses, é de se esperar que
as câmeras só serão colocadas a partir
agosto do próximo ano. É uma pena esperar.
As câmeras ajudariam muito na segurança do
distrito.
Adalberto
Moro
Redator do Barão em Foco |