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Estiagem provoca falta d água na
região
- setembro 2007
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EPTV:
A estiagem que já dura mais de 50 dias na região de Campinas e
Piracicaba já provoca falta de água e racionamento em vários municípios.
Em Indaiatuba, um dos pontos de captação de água, responsável por 25% do
abastecimento da cidade, está recebendo ajuda de represas devido à baixa
vazão. A cidade não vê chuva desde o final de julho e, segundo o diretor
do Serviço de Água e Esgoto (SAE), Sérgio Squilanti, caso não havia uma
boa quantidade de chuva nos próximos 10 dias, a cidade deve ter
racionamento.
Os moradores de Sumaré enfrentam um rodízio de fornecimento de água
desde novembro do ano passado. Parte dos bairros recebe água durante o
dia e outra parte, à noite. Mesma situação tem vivido os moradores de
Americana que, embora não esteja oficialmente em rodízio ou
racionamento, tem faltado água em alguns bairros.
Na estância turística de São Pedro, na região de Piracicaba, a população
tem mudado hábitos comuns, como o horário de tomar banho ou lavar
roupas. Segundo a prefeitura, além da falta de chuva, a cidade teve
aumento de 18% no consumo, o que levou ao gasto de 9,6 milhões de litros
por dia. Com o racionamento, a água só tem chegado à noite nas casas.
Para amenizar a situação, o Sistema Cantareira, que abastece a Grande
São Paulo, já está liberando para o interior um maior volume de água,
3.500 litros por segundo. O adicional já faz parte da “poupança” –
quantidade não utilizada pelos municípios do interior, que forma uma
reserva para situações de estiagem.
Porém, segundo o coordenador geral da agência de água PCJ (rios
Piracicaba, Capivari e Jundiaí), Francisco Lahóz, a reserva suporta até
30 dias, em média, caso não haja controle no consumo.
Lembrando:
O adensamento das construções nos grandes centros agrava a estiagem,
ou seja, não sobra espaço para a água da chuva penetrar no solo e ir
para os rios normalmente.
Nestas regiões, a água das chuvas, não conseguindo penetrar no solo,
alaga os rios e, imediatamente após a chuva, esta água vai embora.
Depois, mesmo com uma estiagem curta, os rios diminuem muito em volume,
pois aquela água que foi embora faz falta.
Para agravar mais a situação, como na região de Campinas o esgoto vai
direto sem tratamento para os rios, a concentração de sujeira é
elevadíssima nos nossos rios e ribeirões.
O tratamento desta água para consumo da população fica caro, a tendência
é piorar a qualidade, as estações de tratamento não têm capacidade para
emergências e o racionamento é necessário.
Barão em
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