EU NÃO SEI VOCÊ
Eu não sei você,
Mas eu, quando chega a Primavera,
Procuro nas flores o perfume, que você emanava.
Como as abelhas, vou procurar o néctar, que ainda lhe faltava,
Mas a chuva, o adubo não foram suficientes para ajudá-las
A produzir o aroma que eu adorava.
Eu não sei você,
Mas eu, no verão,
Pra compensar a falta do seu calor,
Busco sempre o sol pra me aquecer.
Porém, mesmo com todo o seu poder,
Ele já não me aquece com o mesmo ardor.
Eu não sei você,
Mas eu, quando chega o Outono,
Me sinto como as árvores,
Que ficam quase nuas,
Sentindo a falta de suas folhas,
Que caíram pelas ruas
Eu não sei você,
Mas meu inverno é mais frio, quase gelando,
Meus dias mais curtos,
Minhas noites mais compridas,
Todas mal dormidas,
Nelas fico imaginando,
Como poderia ser, juntos, nossas vidas
Eu não sei você,
Se ainda procuras estrelas na lua alta,
E se ainda sentes minha falta,
Ou se ainda tens vontade de me ver.
Ma eu, durante o ano todo, em qualquer estação,
Sinto muito a ausência do meu bem querer,
E tua ausência, deixa vazio meu coração.
Pedrinelli
Outubro, 2004