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O empresário gaúcho Gilvan Barbosa da Silva, 42, é um dos brasileiros que a pesquisa da Prefeitura de Boston identifica como uma trajetória típica de parte da comunidade imigrante brasileira. Ao lado da mulher, Jane, ele completou em 2005, 11 anos fora do Brasil. Há oito anos, Silva fundou uma empresa de limpeza, setor que ocupa boa parte dos brasileiros na cidade. Na época, o casal de donos eram também os únicos "funcionários" da empresa. Hoje, a J&S Cleaning & Painting emprega 30 pessoas, todos brasileiros, com um faturamento bruto de US$ 750 mil no ano passado. Temos contratos desde US$ 70 até US$ 20 mil por mês , explica Silva. O casal mora em Brighton e tem a sede em Allston - duas regiões contíguas que, junto com East Boston, são as maiores concentrações de brasileiros da capital de Massachusetts. O empresário acredita que a os brasileiros estejam aos poucos ocupando espaços deixados para trás por outras comunidades, como a dos irlandeses. "Vamos controlar os pequenos negócios daqui até 2020 , avalia". Silva conta que está diversificando os negócios - recentemente, associou-se a americanos para montar uma empresa especializada em lavagem de carros. Ele também tem um pequeno prédio de três apartamentos, todos alugados.
Sobre o crescimento da comunidade, ele o divide em aspectos
positivos e negativos. Negativo: "As pessoas procuram destruir as outras. Existe até uma piada aqui, a de que o FBI sabe que nunca haverá uma máfia brasileira, porque todo brasileiro é egoísta. Folha de SP - 04/12/2005 |