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O senador republicano Jon Kyl, do Arizona, propôs acelerar a adoção da chamada "remoção rápida" para deter o crescente fluxo de brasileiros vindos do México. A medida, que vem sendo adotada pela Patrulha da Fronteira em algumas setores da extensa divisa entre México e EUA, acelera o processo de deportação ao retirar do imigrante ilegal a possibilidade de comparecer a um tribunal. objetivo é diminuir o tempo em que o Imigrante fica preso nos centros de detenção, evitando a lotação desses locais. "Uma vez dentro dos EUA, muitos brasileiros se entregavam aos agentes da Patrulha da Fronteira, sabendo que quase certamente seriam simplesmente fichados e receberiam um papel que os permitem ficar no país à espera de uma audiência à qual quase nunca compareciam , afirma Kyl, no artigo Estudo de controle de fronteira: a remoção rápida e os brasileiros , publicado no jornal Sierra Vista Herald . Pela legislação americana, caso não haja vagas nos centros de detenção, o imigrante é liberado com o compromisso de comparecer a uma audiência judicial, o que raramente ocorre. Essa brecha, existente apenas para imigrantes não-mexicanos, vem sendo explorada cada vez mais pelas quadrilhas de atravessadores. «Houve um aumento do número de imigrantes, mas as prisões aumentaram sobretudo por causa dessa estratégia dos coiotes - atravessadores de imigrantes , diz Fausto da Rocha, diretor-executivo do Centro do Imigrante Brasileiro, em Boston. Para o senador Kyl. a implantação da "remoção rápida" foi um sucesso: "Quando passou a ser divulgado que os brasileiros estavam sendo enviados de volta, em vez de soltos à espera de uma audiência, eles pararam de vir. As apreensões caíram 90% apenas nos últimos três meses . Segundo fontes diplomáticas brasileiras, a "remoção rápida tem ficado freqüente nos últimos meses e faz com que a deportação ocorra, em média, em um mês. Sem o procedimento, a deportação costuma levar dois meses. Folha de SP - 05/10/2005 |