Presidente brasileiro participa das solenidades de 14 de julho
na França
- Julho 2005
O presidente do Brasil participou, na
França, das festividades de 14 de julho, que simboliza a vitória
da revolta popular, contra a diferenciação social naquele
país. Teria sido uma dica,
sugestão,
incentivo ou algo parecido para os nossos 50 milhões de excluídos?
Dificilmente. Pouca gente por aqui sabe o que é esta data, os
excluídos não sabem nem a data do próprio aniversário e, pela
propaganda a que foram submetidos, estão mesmo é encantados com
o cartão do governo, protecionismo que agradou a grande maioria
excluída. Então tudo tende a continuar
sem problemas para o governo, principalmente de revoltas como aquela da França.
Barão em
Foco
O Estado de São Paulo - 13/07/2005 -João Caminoto, Cida Fontes e
Reali Júnior:
O presidente Lula
enfrenta a crise política mais grave desde sua chegada ao poder,
envolvido num "turbilhão de corrupção", afirma o principal
jornal econômico francês, o Les Echos, ao analisar a
visita de três dias. Para o jornal, Lula "perdeu o magistério
moral que exerceu durante muito tempo sobre a classe política
brasileira".
Apesar dos
problemas políticos, as relações econômicas com a Europa e,
especialmente com a França, não parecem afetadas. O jornal
afirma que Lula encontra-se em Paris para "vangloriar os méritos
da renovação econômica brasileira". O Brasil é apresentado como
o "guest star" dos meios de negócios franceses, sendo ao lado da
China e da Índia, um país atrativo para os investidores
europeus.
Já o conservador
Le Figaro afirma que chega à França um "Lula enfraquecido
em Brasília, mas celebrado em Paris", homenageado nesse 14 de
julho, devendo assistir ao desfile militar ao lado do presidente
Jacques Chirac. Para o jornal, nessas horas que pretende passar
em Paris, o presidente brasileiro vai procurar esquecer que
deixou lá no Brasil "uma crise devastadora para poder saborear
as honras da República francesa".
O jornal trata também dos acordos de cooperação que serão
assinados, inclusive na área da Aeronáutica, a compra de 12
aviões Mirages recondicionados por 80 milhões de euros.
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