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VIOLÊNCIA URBANA
PÕE BRASIL NO 83º POSTO NO ÍNDICE DE PAZ MUNDIAL
junho 2007
Londres, 30 - O Brasil ocupa uma constrangedora 83ª posição no
'Índice de Paz Global' (Global Peace Index - GPI). Trata-se do primeiro
estudo que classifica 121 países de acordo com seu 'grau de paz'. Um dos
fatores que mais pesou negativamente sobre o Brasil seu elevado grau de
violência urbana.
Elaborado pela consultoria britânica Economic Intelligence Unit (EIU), o
levantamento foi monitorado por um conselho de personalidades
internacionais, como o Dalai Lama , o arcebispo Desmond Tutu, o
ex-presidente norte-americano Jimmy Carter e o economista Joseph
Stiglitz. O índice foi lançado hoje com o objetivo de servir como uma
referência para o debate da reunião de cúpula do G-8, que ocorrerá no
final da próxima semana na Alemanha.
O ranking é liderado pela Noruega. O grupo dos dez países mais
"pacíficos" é completado pela Nova Zelândia, Dinamarca, Irlanda, Japão,
Finlândia, Suécia, Canadá, Portugal e Áustria. Na América Latina, o
Chile é o melhor posicionado, na 16ª posição. O país com o pior nível de
paz é o Iraque, e o vice-lanterninha é o Sudão.
Com uma performance de 2,173 pontos, o Brasil é considerado um país
menos pacífico do que muitos vizinhos da América Latina, como o México,
Peru, Bolívia, Paraguai e Argentina, mas está melhor colocado do que a
Venezuela (102º) ou Estados Unidos (96º). O grau de paz no Brasil é
considerado inferior ao da China, Jamaica e Síria.
O GPI é composto por 24 indicadores, que incluem o nível de gastos
militares, relações com países vizinhos, ação do crime organizado,
número de homicídios e o grau de respeito dos direitos humanos. Segundo
a EIU, foi levada também em consideração uma variedade de 'fatores
determinantes da paz', como o nível de democracia, transparência,
educação e distribuição de renda.
"Países pequenos, estáveis, que integram blocos regionais como a União
Européia, tendem a ocupar as melhores posições no ranking", disse a EIU.
"Os principais determinantes de paz interna são a renda, o grau de
escolaridade e o nível de integração regional", observou.
O prêmio Nobel Dalai Lama disse que a elaboração desse índice "vai sem
dúvida tornar os fatores e qualidades que contribuem para a paz melhores
conhecidos, e vai estimular as pessoas a implementá-los em seus próprios
países". O diretor editorial da EIU disse que o GPI serve como um alerta
para os líderes mundiais. (João Caminoto)
Clarissa Huguet
Pesquisadora / Researcher
COAV Cidades / COAV Cities Project Viva-Rio
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