Pedestres, inclusive escolares, correm risco diariamente na região
da ponte da rodovia, próximo do Real Parque.
agosto 2006


Da antiga Av. do Xadrez até os bairros na região do Real Parque, é uma caminhada com poucas calçadas e muito perigo. Passar sob a ponte da rodovia é uma aventura arriscada. O trânsito é intenso e os motoristas não querem perder as oportunidades para atravessarem. Os pedestres não têm calçada, nem sinaleiros, nem marcação no solo. Têm que atravessar na pista, junto aos carros e este é o único caminho. As mães vão buscar os filhos nas escolas com medo de atropelamento.
É aquele caso de aprovação de loteamentos sem estrutura sustentável. Depois, quando os loteamentos ficam habitados, os problemas aparecem. Para os bairros Real Parque, Novo Parque Real, Jd. São Gonçalo, Bosque de Barão Geraldo e Residencial Terra Nova, só há estradas e ruas asfaltadas para carros, não há caminhos para pedestres. Quem for a pé, tem que atravessar a pista de retorno da Rodovia para Paulínia e passar debaixo da ponte junto com os veículos (fotos abaixo).

Nos horários de maior movimento de veículos, o movimento de pedestres e escolares também é maior, aumentando o perigo. Já presenciamos 3 inaugurações políticas de trechos de calçadas para pedestres nesta avenida (com faixas e tudo mais). O local ainda deve render mais umas 3, pois falta muita coisa para fazer.

Há alguns meses, a Emdec colocou, ao lado da ponte, sinalização e ilhas para orientação do trânsito. A situação no local passou de vexatória para ridícula e nesta semana desmancharam. Tudo voltou como antes. A Secretaria de Transportes já provou que é especialista em arrecadação de multas, mas falha em planejamento técnico. Fazer e desmanchar, o custo é dobrado e não resolve. Uma Secretaria com tamanha responsabilidade deveria estudar, planejar e fazer direito, não apelar para ensaio e erro.

Os moradores estão preocupados e querem solução. "Estamos esquecidos, só nas próximas eleições municipais vai ter comício e novamente os políticos vão prometer soluções" afirmou um líder da comunidade.

As fotos mostram a situação
Clique para ampliar

Uma das mães que vai buscar a filha
na escola, por medo de atropelamento
Tem que ser equilibrista e andar
na beradinha
Imagine seu filho ali, voltando
da escola, cansado e distraído
 Caminhar na sujeira ou no
asfalto, escolha difícil
O trânsito de veículos e pessoas
é intenso
e muitos veículos passam em alta
velocidade
Não há calçamento, tem que
caminhar na rua,
com olhar atento Não pode se distrair, senão
é atropelado
A Emdec fez experiência de
ensaio e erro:
colocou ilhas no local, deu erro e desmanchou tudo
 
Reparar na foto do meio acima, que há uma calçada que termina na pista de retorno da estrada. Dali para frente, os pedestres têm que atravessar a pista e passar por debaixo da ponte para ir até os 5 bairros existentes depois da ponte.

Adalberto Moro

 

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