|
GUARANI
Apesar dos índios
Guarani
Mbya (existem cerca de três subgrupos Guarani: o Nandeva, o Kaiowá e o Mbya. Dos
três , o subgrupo Mbya é considerado o mais tradicional e místico) situarem-se muito
próximos aos grandes centros urbanos, estas comunidades possuem um resistência cultural
particularmente intensa. Após 500 anos de contato com a sociedade não-índia, este povo
segue falando sua língua materna
(todos Guarani Mbya, aproximadamente 7.000 no
território brasileiro, são falantes da língua original)
e preservando seus rituais
religiosos e tradicionais. Mesmo vestindo "roupas de branco" e consumindo, em
sua maioria, produtos manufaturados pela indústria brasileira, os Guarani persistem em
sua projeto cultural alternativo. No qual os principais problemas são a luta pela terra e
subsistência. Os Guarani, por terem uma contato secular, se diferem daquele indígena
clássico, paramentado com cocares e pinturas corporais. Hoje em dia os Guarani vestem-se
como a população não-índia, entretanto, de maneira mais pobre. Inclusive, devido a
isso, sofrem um estranho preconceito ao revés, o preconceito pelo fato de serem
"índios aculturados". O que, absolutamente, não são. Pois, no interior de
suas aldeias, continuam falando a língua materna e desenvolvendo sua religiosidade dentro
de seus costumes tradicionais. Afinal, se é inevitável que os aspectos culturais Guarani
transformem-se a fim de atender as novas expectativas e necessidades do grupo, não é de
modo algum "inevitável" que desapareça sua autenticidade e identidade
tribal.
Foto Paulo Porto |